LIVRE ARBÍTRIO: ESCOLHA OU PRISÃO?

 

É comum, nos dias atuais, a busca apaixonada pela liberdade, em todas as instâncias de relacionamento do ser humano. A defesa da liberdade de expressão, da liberdade de escolha e da forma de vida têm sido o foco de grandes debates e, não raro, as divergências sobre os temas tem causado ainda mais polêmica sobre até que ponto prevalece a liberdade, como caminho de realização para uma vida feliz.

Resultado de imagem para liberdade

A forma de se vestir, os ritos das diversas religiões ou as expressões de busca pelo sagrado, considerando a influência cultural e social, bem como o uso da linguagem e até mesmo a orientação sexual, setorizam as pessoas em castas ou grupos sociais, que se toleram entre si apenas superficialmente ou absolutamente não se toleram, tornando a sociedade mais individualista e menos coletivista. Uma sociedade mais consumista e menos consciente, mais dissipada em termos de valores e menos integral. Na era da liquidez total e da informação instantânea os relacionamentos se perdem e o homem, de maneira geral, se distancia de si mesmo, em termos de autoconhecimento, amor próprio e profundidade.

Por isso, a expressão “livre-arbítrio”, antes usada como amuleto e tema de importantes revoluções pessoais, sociais e culturais, tem se tornado para muitos uma cadeia imperceptível, que segrega o indivíduo de seus pares, massifica as ideias e aniquila a individualidade do ser humano. É que, para se sentir parte de determinado grupo, o indivíduo se vê obrigado ou inclinado a falar de certa forma, vestir certas vestimentas e expressar opiniões que nem sempre são suas. Com isso, as pessoas têm se visitado cada vez menos e se conhecido cada vez menos. É nesse sentido que o livre-arbítrio ganha a conotação de prisão e não de expressão da liberdade genuína. Entretanto, é preciso refletir sobre esta realidade: será que o livre-arbítrio é mesmo uma prisão ou são nossas escolhas impensadas e imediatistas que nos fazem colher frutos que inicialmente não supúnhamos ser de nossa responsabilidade?

Acontece que o livre-arbítrio, em si, é realmente uma expressão da liberdade do ser e a maior expressão do sagrado nos contextos social e existencial da humanidade. O que nos prende não é exatamente o livre-arbítrio, mas sim as consequências de nossos atos. A sociedade, no estado em que se encontra, expressando mais a capacidade de ter do que de ser, tem se tornado refém de si mesma, segregando-se em guetos massificantes, que mais escravizam que libertam. As pessoas têm sido rotuladas tanto por si mesmas, como por outros indivíduos, como em uma frenética corrida contrária à originalidade e à individualidade como valor. E isso tudo se deve, provavelmente, à falta de reflexão sobre as escolhas feitas, o que resulta num livre-arbítrio mal utilizado e propagador de uma vida engessada. Um livre-arbítrio que, em lugar de trazer paz de espírito, enlaça o ser humano às consequências nefastas de suas escolhas malfeitas.

É que toda escolha, ao contrário de se findar somente no núcleo da ação que a representa, tem necessariamente desdobramentos que devem ser considerados. Toda escolha demanda comportamentos, renúncia e um bom bocado de coerência. A ausência de tais prerrogativas e de sua interligação, gera frustração, dor e repulsa a qualquer coisa ou situação que seja imposta. Entretanto, nem sempre o problema é a escolha em si, se malfeita ou bem pensada, mas sim falta de maturidade emocional para que se possa assumir todas as consequências respectivas.

Um homem não se constrói através da fuga do que lhe possa incomodar, nem mesmo através de qualquer fuga que seja. Ao contrário, evolui pelo enfrentamento coerente e corajoso do que se lhe apresenta como realidade. O livre-arbítrio é a única ferramenta capaz de tornar possível este caminho de evolução. A consciência de que más escolhas limitam o indivíduo em sua verdadeira expressão como homem em face de suas consequências é a única saída para um novo começo e para a genuína busca da felicidade. Ninguém pode ser feliz fingindo ser feliz. Ninguém pode amar, se não se ama antes, ninguém pode oferecer sem primeiro se preencher. Ser feliz é ser inteiro. Ser feliz é ser responsável emocionalmente e socialmente por suas escolhas. E para isso, conhecer-se é o caminho mais fácil. Conheça-te a ti mesmo! Encontre a felicidade no recanto mais profundo do seu coração e se proponha uma reconstrução definitiva: fazer do seu livre-arbítrio um caminho para a liberdade e libertar-se da correntes do ego!

Vem aí o Retiro de Carnaval do Movimento DeDiCo: Ser Feliz! Pode ser um começo… Pode ser a chance que você estava esperando. Se permita recomeçar! Inscreva-se:

http://www.movimentodedico.org.br/retiro.php

anúncio_f.jpg

Anúncios

Confira como foi o Workshop de Alimentação Desintoxicante Ayurvédica!

 

Um sábado muito agradável e harmonioso! Assim podemos definir esse dia cheio de descobertas, aprendizados e sabores. O local não poderia ser melhor: O Ashram da Paz, sede do Movimento Dedico, que cedeu seu espaço para que o Workshop acontecesse.

16586825_10208388173166258_702553897_o (1).jpg

16523225_10208388172966253_1258224512_o.jpg

E o que foi aprendido na teoria foi colocado em prática: receitas, técnicas de detox, preparo de sucos e chás. Foi explorado também o poder que cada alimento tem de renovação e purificação para uma vida mais saudável.

16523961_10208388173206259_424383996_o.jpg

16586858_10208388175246310_2072771760_o.jpg

16650926_10208388175806324_2049104131_o (1).jpg

E o melhor, todos puderam provar destas delícias: sucos e chás durante todo o dia, almoço e café da tarde. Ficou claro que uma alimentação saudável pode sim ser muito gostosa e simples!

16651138_10208388175886326_303488309_o (1).jpg16523301_10208388176086331_409490168_o.jpg

Acompanhe nossas redes sociais e não perca os próximos cursos do Instituto Desperta! Venha vivenciar momentos de aprendizado para seu melhor bem estar e desenvolvimento pessoal!