ATIVIDADES MANUAIS – CAMINHO PARA A AUTODESCOBERTA

Na era da informação é encantador como tudo pode estar na palma de nossas mãos, não é mesmo? Bastam alguns cliques em um site de busca e a resposta surge diante de nossos olhos. Comprou e não sabe como usar? Procure na internet. Estragou e não sabe como consertar? Procure na internet. Recebeu o exame e não quer esperar a consulta? Procure na internet. Bem ou mal, com informações consistentes ou falhas, tudo está ao alcance das mãos. Maravilhoso, não é? Mas e você? Sabe prender uma estante na parede? Sabe consertar um chuveiro? Sabe costurar um botão? Há décadas todos somos orientados a comprar mais e fazer menos, descartar mais e consertar menos, receber mais e oferecer menos.

Coincidência ou não, tudo isso acontece em uma época em que também a maior parte das doenças que acometem as pessoas tem fundo psicológico, emocional ou comportamental. E no caminho da cura a ciência tem se mostrado cada vez mais simpática às terapias chamadas alternativas: meditação, atividades de contemplação, movimento do corpo, yoga, entre outros. Enfim, não há como não concluir que o existir não se encerra nas aptidões intelectuais, no desenvolver de habilidades para a tecnologia, no aprofundamento no campo do saber que nos serve às nossas atividades profissionais. Somos seres integrais e plenos de energia potencial, prontos para desenvolver nossas habilidades em inúmeras áreas, prontos para dar vasão à criatividade que faz de nós seres tão únicos!

Por isso, bem faziam nossas avós que, cuidando da família inteira, sempre tinham uma broa fresquinha saindo do forno, sempre uma linha com agulha pronta para pregar um botão que caía ou costurar aquele furinho que insistia em aparecer debaixo da manga da camisa do uniforme. E vovó não sofria de depressão, lembram-se? É que com tantas habilidades manuais desenvolvidas e a pleno vapor, nossas avós (e mães, pais, professores, etc.) davam vasam à própria energia potencial, com criatividade e amor.

Desenvolver uma atividade manual, além de ser o melhor remédio para as doenças do século, são uma excelente saída para potencializar nossas múltiplas inteligências e nos fazer pessoas melhores e mais felizes. O bordado pode ser uma atividade que além de responder a tudo isso, leva beleza, leveza e alegria àqueles que adquirem as peças com este manual. Então, além de ser uma terapia para cuidar de si, quem borda ganha de presente a oportunidade de beneficiar a quem adquire sua peça com o melhor que há em si, tornando ambientes e objetos cheios de alegria e harmonia. Nasce, com isso, um ciclo energético de integração, gratidão e felicidade.

E não podemos deixar de realçar o magnífico aprendizado que o bordado traz sobre concentração e foco. Em um mundo de dispersão, com tantos apelos visuais e auditivos, muitas vezes desconexos e até mesmo prejudiciais e exagerados, quem borda aprende a manter-se em si mesmo, retomando a capacidade de amar a si e ao mundo pelo amor que coloca no bordado, retomando a capacidade de oferecer harmonia pela harmonia que coloca no bordado e, enfim, oferecendo ao mundo a beleza das cores e das formas, com a delicadeza de pontos que transformam!

O Movimento DeDiCo oferece uma excelente oportunidade para quem deseja buscar este caminho de saúde mental, espiritual e integral. No próximo dia 08 de abril acontece, no Ashram da Paz, um Workshop de Bordadoterapia, das 10h às 16h. Inscreva-se pelo site: http://dedico.com.br/desperta_bordado.php

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A LINGUAGEM DAS EMOÇÕES E AS DOENÇAS

Apesar da necessidade de abrirmos espaços para uma vida espiritual mais rica e significativa, vivemos em um planeta e temos um corpo físico. Esse reflete todas as emoções e experiências de vida de uma pessoa, sejam elas positivas ou negativas.

Medo, tristeza, raiva, culpa, mágoa e frustração deixam a pessoa muito “carregada”, gerando tensões, dores e desconfortos. O corpo e a mente não foram feitos para carregar sentimentos ruins e, quando eles se acumulam, o corpo encontra formas de manifestar os problemas e de sinalizar que algo está errado. É assim que surgem as doenças e dores emocionais.Resultado de imagem para carinha feliz em meio a tristes

 

Reflita sobre como você reage frente a cada emoção: como você lida com seus medos? De que forma expressa a sua tristeza ou raiva? Como você está hoje? A partir dessas respostas, encontre formas mais saudáveis de experimentar e manifestar suas emoções.

Às vezes observá-las e sentir o que elas querem dizer, pode também trazer à tona os conflitos que não queremos enxergar. Muitas vezes, usamos mecanismos de defesas psíquicos e escolhemos não querer ver e sentir e assim acabamos reprimindo as emoções. Olhar para dentro de nós mesmos pode gerar muito desconforto, pois é mais fácil negar, racionalizar e fugir dos problemas, do que tomar atitudes que promovam uma mudança.

Portanto, prestar atenção no pensamento e nas emoções que estão surgindo é uma lição que devemos aprender o mais rápido possível.

Chega de temer e reclamar! Vamos agir e encarar a causa dos nossos problemas, entendermos que todas as emoções têm uma função importante, que não adianta querer ignorar. As emoções nos dão sinais sobre como devemos atuar na vida.

Nosso corpo se expressa através das mais variadas formas como: o riso, dores, palidez, tremores, suores, lágrimas, desarranjo intestinal, dentre outros. O organismo manifesta imediatamente todas as emoções.

Quando o corpo reclama, temos consciência de que não estamos em equilíbrio. A doença é o resultado desse desequilíbrio, onde o corpo e a mente perdem a unidade. E assim, aparecem vários tipos de doenças, onde essa deve ser encarada como um caminho para o autoconhecimento, que nos leva às transformações.

O modo como vivemos é determinado pelas nossas escolhas. Nós escolhemos o que pensar, nossa alimentação, nossas ações, e o que dizemos. Faz parte do nosso crescimento pessoal e da nossa evolução aprender a transformar emoções desequilibradas em sentimentos mais tranquilos. A mudança começa na sua forma de se comunicar e agir.

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A maneira como sua emoção está hoje é resultado direto das suas ações e pensamentos. Não é necessário uma mudança radical na sua forma de ser, apenas o comprometimento consigo mesmo de lidar com o momento presente de uma forma mais tranquila. A cura para qualquer doença está dentro de você e pode ser alcançada por meio do autoconhecimento e do desenvolvimento do controle emocional. Um dos caminhos mais eficazes para se proteger das doenças e preencher os vazios emocionais. Aprenda a cuidar das suas emoções e tenha uma vida equilibrada e saudável.

” Sinta profundamente além das emoções imediatas. Durante um único dia você necessita resgatar a si mesmo diversas vezes. Não deixe que sua atenção e sua energia se distancie dos seus objetivos elevados com distrações momentâneas, rotas emocionais ou cadência de pensamentos confusos” (Mestre Micaell).

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER E O SAGRADO FEMININO

 

O dia internacional da mulher, comemorado hoje, 08 de março, tem se tornado uma data de forte apelo comercial, mas pode ser tomado como um excelente momento de reflexão sobre o papel da mulher e mais que isso, a importância do sagrado feminino para a humanidade. É que as transformações sociais que deram espaço para as lutas feministas no século XIX e que mais tarde, também abriram espaço para uma nova concepção de tempo e espaço a partir dos avanços em comunicação e contatos sociais, de certa forma, retiraram o fundamental espaço de reflexão e ócio produtivo do ser humano, tão atrelados ao expandir da criatividade, cujo berço é o feminino que há em todos nós.

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Já se disse muito que o dia 08 (oito) de março é marcado como a data da triste lembrança de um incêndio havido numa fábrica de tecidos em Nova York, em que operárias teriam intencionalmente sido trancafiadas, como resposta do patronato aos seus movimentos de greve. Entretanto, a história não é bem essa. O incêndio aconteceu, de fato, mas não foi intencional e homens e mulheres foram vítimas. O dia 08 (oito) de março foi reconhecido pelas Nações Unidas oficialmente como Dia Internacional da Mulher somente em 1977. Antes disso, incontáveis movimentos e datas marcantes vinham acontecendo pelo planeta afora, sobretudo no entorno das consequências da Revolução Industrial, que não poupou o trabalho infantil e as absurdas diferenças no trato entre operários do sexo masculino e do sexo feminino.

De uma forma ou de outra, o avanço experimentado pela humanidade desde a segunda metade do século XIX até os dias de hoje, infelizmente, tornou evidente como as diferenças étnicas, sociais e de gênero são de fato algo a se considerar. E, obviamente, junto com isso, muitos e muitos movimentos de resistência foram surgindo. Com maior ou menor grau de razão e profundidade, no que respeita à luta das mulheres por mais espaço, infinitos são os argumentos e justificativas. Há dados estatísticos infindáveis que demonstram diferenças salariais para mesmos cargos ocupados que homens, tratamento pejorativo quando se trata de comportamentos adotados por mulheres que, em tese, seriam tipicamente masculinos, não aceitação pelo uso de determinadas vestimentas e evidente banalização da violência contra a mulher, tornando-a partícipe dos crimes praticados contra si mesma, pelo simples fato de ser mulher.

Por tais razões diz-se que a sociedade em que hoje vivemos é machista: porque segrega os seres humanos pelo gênero, sem considerar o melhor do que cada gênero pode oferecer, dentro de suas características, e pior: segrega as pessoas por meio de rótulos culturalmente criados (e mal criados), que em nada contribuem para o engrandecimento da sociedade e nem de seus indivíduos. Num outro viés, tão grave quanto isso é o fato de que esta sociedade machista massacra não somente as mulheres, mas também os homens, na medida em que aniquila a possibilidade de eles manifestarem o feminino que há em si, por meio dos jargões: homem não chora, homem não usa rosa, homem não faz ballet, entre outros.

Tudo isso se deve ao fato de que, de uma maneira geral, a humanidade deixou de considerar o sagrado feminino que há em todo ser humano. Trata-se da parte de nós encarregada pela criatividade, pelo lúdico, pela religação e identificação com a natureza, que nos edifica, e com o belo que há no mundo. Não se trata de uma prerrogativa feminina, na medida em que todo ser humano traz consigo (e deve mesmo trazer) um quantum de energia feminina, mas é fato que toda mulher, por sua natureza, tem bastante mais forte essa possibilidade de criação infinita. O sagrado feminino é justamente o importante papel desta energia, que desde muito tempo está relegado a um segundo plano, em prol do progresso, de uma vida work a holic, em homenagem à igualdade de condições entre homens e mulheres na sociedade.

Não se pode conceber que injustiças sociais e desigualdades de gênero em todas as categorias permaneçam, porque qualquer tipo de injustiça ou tratamento desumano é nefasto. Mas ao invés de tomar o lugar do homem, será que não estava na hora de a mulher tomar o seu verdadeiro lugar? Um lugar de destaque e de suma importância na condução da humanidade. Daquele indivíduo que é capaz de trabalhar, de sustentar uma família, de ocupar posições de destaque profissional, mas que igualmente é capaz de conduzir a humanização no trato com o semelhante, é capaz de reconstruir o tempo e sua utilização para valorizar a expressão humana, a criação e o lúdico, que é capaz de dizer não e não se fazer objeto e nem por isso perder sua importância. A mulher precisa ser mulher. A mulher precisa se apoderar de sua importância e do quão maravilhoso é representar essa energia que alimenta a roda da vida.

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Não é preciso ter filhos, ser “do lar” e não se responsabilizar pelo provimento material da família. Não é preciso saber cozinhar e costurar. Não é preciso gostar de rosa e somente brincar de boneca ou de casinha. Mas é fundamental entender que fazer tudo isso bem feito pode ter uma mágica importância de transformação social e humana quando visto sob um prisma diferente daquele que segrega as pessoas. Uma sociedade com indivíduos mais conscientes de si mesmos e mais conectada com o “ser” em lugar do “ter” precisa de mulheres que ocupem este papel e que, claro, também chefiem empresas e instituições, que saibam ouvir e acolher a quem quer que seja, como mães, pastoras, estadistas, sacerdotisas ou chefes. O mundo precisa de mulheres com M maiúsculo, que saibam que o poder de criação está em si e junto com ele a responsabilidade de tornar este mundo mais suave. Reverencie esta mulher no dia de hoje. Não pelas lutas sociais ou pelo apelo do comércio, mas em agradecimento a todas estas que materializam entre nós o sagrado feminino e que fazem nascer todos os dias, a esperança de um mundo mais humano e feliz!