A MUDANÇA DE TEMPERATURA TE INCOMODA?

Já tem alguns dias, talvez uma semana ou mais, que o que mais se vê nas redes sociais e nas conversas de escritório é a queixa sobre o frio que este inverno trouxe até nós. E, como num passe de mágica, tudo começa a girar entorno deste tema. As pessoas parecem passar a se agasalhar mais, os idosos e as crianças adoecem mais e todos começam a se queixar insistentemente da brusca mudança de temperatura. As ruas ficam mais vazias e em casa as pessoas mudam menos de lugar.

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Quem tem chance, passa o dia debaixo das cobertas e quem não tem, conta os minutos para poder desfrutar de um banho quente. Poucos mantém seu ritmo de exercício físico. Muitos engordam consideravelmente porque passam a compensar o frio na quantidade de alimentos que ingerem e estes, claros, recheados de calorias e menos light.

Até aí, tudo bem. Mas alguém aí já parou para se perguntar como podemos ser tão suscetíveis ao externo e ao nosso próprio corpo? Como nos escravizamos em circunstâncias que não se alteram em absolutamente nada se estamos ali ou não, se usamos mais agasalho ou não, se comemos mais ou não? Porque é exatamente isso: quando você se queixa do frio o tempo não se aquece para acolher sua súplica. Quando você se coloca desesperadamente em dieta, por volta do mês de outubro, as estações continuam passando e existindo, com seus rigores ou amenidades, com seu gris ou suas cores. Sim, você é insignificante para o mundo. Será?

Talvez não seja bem assim. Acho que nós é que estamos na contramão das atitudes de interação com o mundo em que vivemos, com a natureza e com nossa própria essência. É verdade que tem feito muito frio, é verdade que a gente come mais e veste mais roupa (quem tem…) e também é verdade que todo mundo consegue uma gripe ou resfriado na melhor das hipóteses. Mas vamos lá, o que te impede de viver a vida como exatamente você faz nas estações de tempo quente? Você  é o mesmo!! E aqui vai uma notícia: você não é o seu corpo que sente frio, ou pelo menos, não é somente isso! Não use os rigores do inverno para justificar mais uma vez o adiamento da sua meta de exercícios. Não justifique sua ansiedade e seu apetite desmedido na necessidade de consumir mais calorias, se você já tem reserva de sobra no seu próprio corpo. Não culpe os graus celsius abaixo do seu padrão para não dividir suas roupas com quem não as tem. Basta! Alguém tem que mudar o rumo dessa história!

E sabe de uma coisa? Nem é tão difícil assim… Enquanto você coloca o terceiro ou quarto edredom na sua cama (que está dentro de um quarto, com janelas fechadas), já pensou naqueles que moram na rua e que nem sequer têm um ou dois cobertores? Enquanto você faz uma pausa na sua tarde para tomar um chocolate quente (que é a cara do inverno!), já se perguntou sobre quem não tem condições de comprar nem mesmo um “pingado”? Tá na hora de sair de si mesmo.

Neste inverno, faça diferente! Acorde mais cedo, comece sua rotina de exercícios, alimente-se de forma saudável (o que pode ser tão quente quanto um chocolate quente), queixe-se menos do óbvio e faça parte de quem anima os outros. Nade contra a maré. E, principalmente, abra as janelas da alma para enxergar o outro. Talvez ele precise de um cobertor, mas talvez ele precise de um abraço.
E, talvez, ele precise mesmo somente do seu exemplo, da sua iniciativa. Seja você todos os dias do ano! Seja feliz!

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